Revendo fotos antigas, conversando com primos que há anos não tinha contato, relembrando, de repente fiz uma viagem pelo passado.
E, olhando para trás, constatei que o tempo passa tão rápido. Ainda posso me ver criança, na casa da vó, brincando com primos, reunindo-nos pro almoço de domingo, natal, férias.
Éramos tantos, mas cabíamos todos, na casa e no coração dos nossos avós.
Ainda consigo me ver adolescente saindo com as primas para dançar, participando das festas de família, acompanhando familiares doentes, vendo-os partir.
Pois é, lembranças de um tempo passado, que foi bom, que teve momentos bons, marcantes e que passou rápido demais.
Tempo da Família Aguiar! Meu avô Paulino gostava da casa cheia, de reunir os filhos e netos, mas tudo conforme as suas regras. Hora de dormir, de acordar, de comer, de falar e de calar. Minha avó Conceição sempre tão paciente, submissa, amorosa e carinhosa, minha verdadeira mãe.
Tiveram onze filhos, sobreviveram seis, hoje são apenas três.
O tio Venício, mais velho da turma, continua firme e forte. Lembro dele sempre responsável, preocupado com os irmãos mais novos, com os sobrinhos e filhos. Vejo-o pouco atualmente, mas sempre que o vejo encontro-o alegre, disposto a uma boa conversa, de bem com a vida.
A tia Norma está adoentada, com sérios problemas de saúde. Mas sempre que penso nela, lembro-na vaidosa, elegantemente vestida, um coração enorme, acolhedor. Saudades, ainda neste ano pretendo visitá-los.
A tia Noemia é a mais nova atualmente. Já teve alguns problemas de saúde, mas sempre dá a volta por cima. Ainda é jovem e faceira. Carinhosa, cuidadosa, parceira. Ajudou a me educar e sinto por ela um carinho enorme. Essa, vejo constantemente, porque ainda viaja para cá.
Os outros três lembro com saudades, estão em algum lugar perto de Deus, tenho certeza.
Valmício, meu pai que se foi aos 42 anos. Sempre alegre, brincalhão, gostava de ter amigos ao seu redor.
Tio Vilmar, meu tio que foi embora aos 33 anos. Lembro de um homem vaidoso, perfumado, penteado, garboso!
Tio Walter, há 3 anos faleceu. Era o mais novo dos seis, portanto, o que mais tive contato. Sempre rodeado de amigos, sempre alegre, mesmo doente. Gostava de pescar, de ouvir músicas e de estar com a família.
Hoje, somos muitos primos e primas, temos ainda uma ligação forte, mas pouco nos vemos. A vida foi nos afastando. E isso é natural, cada qual segue seu caminho, toma seu rumo na vida, mudam de cidade, de estado, constroem família, carreiras.
Mas nesse pico de lembranças bate uma saudade. Vontade de rever a todos, de estar com todos, de contarmos nossas histórias, rirmos juntos, chorarmos pelos que se foram, todos cedo demais.
Sinto orgulho de ser Aguiar! Sinto orgulho dos meus tios e tias, carinho enorme pelo meu irmão e por todos os meus primos e primas. Sinto-me e sou parte da história desta família e isso me honra.
Porque, com seus erros e acertos, tropeços e recomeços, todos lutaram, batalharam e viveram sua vida da maneira que acharam que acharam que deveria ser. Certo ou errado? A quem cabe julgar. Sou Aguiar e trago na minha genética essa mistura de sentimentos, de contrastes, de oscilações e sou feliz por ser assim!
Maria Conceição de Aguiar
23/7/2013
Muito oportuno e bom texto, Maria.
ResponderExcluirTenho muito orgulho de ser uma "AGUIAR".
Abreijos
Jucélia De Aguiar Mendes
Ju
Obrigada! Também tenho orgulho da nossa família, da nossa descendência!
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