domingo, 17 de maio de 2015

E EU

E eu que me deixo assediar pelas ideias e ideais coletivos, misturando-os aos meus
E eu que me permito embaralhar a mente, não tão brilhante, mas borbulhante, com o pensar que me consome dias e noites
E eu que me padeço das mazelas alheias, fazendo-as minhas, tentando, com meu pensar, um tanto delas aplacar

E eu que em verso e prosa mostro-se por inteira, não pioneira nem prisioneira, apenas verdadeira
E eu que escrevo o que sinto, o que vejo, o que imagino, o que percebo, o que desvendo
E eu que sou observadora de gentes e mundos, escrevedora dessas observações!

Mas e eu, quem sou? Por vezes certa, noutras inquieta, tentando reencontrar-me em muitas de mim, em cada uma, na única
Mas e se não sou?
Não sou uma, sou muitas, mas as muitas são a mesma
E que confusa fica minha mente incandescente, meu pensamento estruturado, quase enclausurado, por vezes sufocado
E nesta confusão proposital, busco o reencontro constante, o conhecimento distante, o renascer com brilho no semblante

Então eu sigo adiante, corpo e alma florescente, focada no aqui e no acolá, no hoje e no agora, na vida e no viver. e sigo confiante, dando graças ao pensar borbulhante, ao falar desconexo, embora inserido no contexto.
E assim eu provoco, promovo, atiço. E então eu renovo e reflito. E você que me lê me decifra e tenta entender-me. E concluímos que eu posso ser um pouco de você e você um pouco de mim, porque somos assim, misturados, oxigenados, partes do todo ou o todo em partes!

E eu sou assim!

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