Quem dera fosse capaz de curar suas dores como outrora, com beijinhos, mertiolate e curativo.
Quem dera pudesse lhes aconchegar em meus braços e dizer: "Não se preocupem, tudo vai dar certo, eu estou aqui!"
Quem me dera livrá-los de todos os males, de todos os perigos, de todas as armadilhas da vida, do dia a dia, dos percalços do caminho.
Quisera acariciá-los, tê-los sempre por perto para o beijo de boa noite, o bom dia corrido, a ajuda nas tarefas escolares, os brinquedos espalhados.
Quem dera eu soubesse demonstrar como é grande, infinito e incondicional o meu amor por vocês.
Mas o tempo passa, e passa rápido demais. Crescem, seguem suas vidas e me sinto impotente.
Incapaz de protegê-los, de curar seus joelhos ralados, sus dedos esfolados, sua tão perfeita imperfeição.
E os outros, os que de vocês vieram. Também os sinto meus e quero-os por perto.
Este amor é ainda maior e mais profundo, intenso, imenso!
E sabê-los em momentos difíceis torna-me ainda mais impotente.
Tanto quero, tanto sonho, tanto desejo, pouco faço, pouco consigo, pouco resolvo.
Mas é a lei da vida! Tudo muda, tudo passa.
Mas quero que saibam que seus dissabores me afetam, suas tristezas são minhas tristezas, suas alegrias são minhas alegrias, suas vitórias eu comemoro, vibro e choro porque sei o quanto lutam, o quanto se esforçam, o quanto de bondade cultivam.
Mas não gosto quando os vejo subjugados, submissos ou derrotados. Não gosto de senti-los desanimados, perdidos, sem rumo.
Porque a felicidade de vocês é a minha felicidade e o seu amor é o alimento que me mantém viva e ativa, pronta para o que der e vier.
E saibam que estarei sempre aqui, ou ai. Basta vir ou chamar. Jamais me furtarei. Vocês estão sempre em primeiro lugar e quem dera possa acolhê-los sempre e sempre e ainda além.
Perdoem se não faço mais. Perdoem pela impotência. Perdoem se nem sempre entendo, se nem sempre aceito, se nem sempre estou disposta a assoprar os arranhões cotidianos. Amo vocês!
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