quarta-feira, 13 de novembro de 2013

BARULHO

Há dias em que gosto do silêncio, noutros prefiro o barulho. Sons que mexem comigo, que me fazem pensar, sonhar, fantasiar, realizar, lembrar, sorrir e até chorar.
Adoro música, de todos os gêneros, ritmos, mas, gosto principalmente das que têm letras que mexem com a gente. Ouvir uma música pode mudar o nosso dia , o humor, a vontade.
E tem aqueles dias em que a música certa, na hora certa, dá um up, uma mexida geral.
Adoro o barulho do mar, das ondas batendo nas pedras ou desfazendo-se na areia. Som que acalma, reanima, energiza.
Gosto de ouvir a chuva caindo, cadenciada, lavando a terra seca, tocando o solo como uma sinfonia.
Gosto do barulho da brisa suave, que passa fazendo um carinho na pele, assoviando de mansinho, revirando os cabelos, envolvendo os sentidos.
Adoro o barulho de casa cheia, família reunida, todos falando ao mesmo tempo, os assuntos mudando a todo instante, risos, copos brindando, crianças brincando. Som maravilhoso que vem de gente que se ama e que nos ama.
Barulhos que alegram, que encantam, que trazem alegria, sorriso largo. Sons como a voz da pessoa amada, do canto dos pássaros, da cerveja gelada, do poema recitado, do sussurro ao pé do ouvido.
Ah, no meu silêncio há barulhos que fazem a diferença. 
E tem os barulhos internos, do pulsar do meu coração, da imensidão dos meus pensamentos, da inquietude da minha alma, do silêncio intrigante da madrugada...
Barulhos que me inspiram, alertam, aguçam meus sentidos. Adoro o som do barulho redundante dessas palavras embaralhadas, dando vida aos sentimentos!

Maria Conceição de Aguiar

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