segunda-feira, 12 de agosto de 2013

FILHOS

Há um ditado que diz "Filhos, melhor não tê-los; mas sem tê-los, como sabê-los!"
Eu os tive e, juntamente com o pai, aprendemos a sabê-los. Educando-os, mostrando-lhes caminhos, dando opções, incutindo a capacidade de discernir entre o bem e o mal, o certo e o errado, a valorização do ser. Claro, cometemos erros, tropeços pelo caminho, aprendemos com eles, aprendemos na prática. Mas, hoje são adultos saudáveis, que seguem seu próprio destino, suas escolhas, suas vidas! Orgulho-me deles três!
Sempre fui a favor da produção independente, porque acredito que todos deveriam passar pela experiência de ter um filho. Seja gerado, adotado, de proveta, enfim, do jeito que for, ter um filho sempre vale a pena.
Entretanto, a produção independente deve ser uma escolha, uma decisão adulta e madura de ter um filho e criá-lo sozinha(o). Você está certo de que é isso que quer, então vá em frente.
Mas se esse filho chegou fruto de uma relação, então tudo muda completamente. Não é seu, nem meu, é nosso! E precisa ser educado, amado, ensinado em conjunto, pelos pais.
Assim, mesmo que o casamento termine, que o namoro acabe, que a relação entre o homem e a mulher finde, os filhos serão sempre dos dois e ambos precisam ter consciência disso.
Enquanto estão crescendo, formando sua personalidade, precisam dos pais, mesmo que separados, mas precisam dos dois. Carecem de afeto, de exemplos, de tempo disponível e, principalmente, de atenção.
Por isso, fico indignada quando vejo um pai ou uma mãe não cumprir o seu papel. Deixam de viver bons momentos ao lado dos filhos, fazer um passeio, um piquenique, acompanhar as tarefas da escola, ouvir suas histórias, conhecer seus amigos. Pai e mãe tem que fazer parte da vida dos filhos, estar atentos, sempre antenados com o que se passa em suas vidas, caso contrário, perdem a melhor fase das suas vidas, deixam de acompanhar seu desenvolvimento e quando se dão conta, já cresceram, criaram asas e voaram.
Mas, enquanto isso, enquanto crescem, vejo pais e mães ausentes, priorizando o ter, tentando suprir a sua falta com presentes, eletrônicos e assim ficam livres da presença incômoda do filho que está no computador, no tablet, no game. Até que, quando perceberem 'game-over'.
Sou a favor da evolução, dos pais trabalharem para proporcionar uma vida mais confortável aos filhos e também para si. Sou favorável as novas tecnologias e acho que as crianças e adolescentes merecem acesso a elas. Mas, tudo a seu tempo, tudo na medida certa, nem oito, nem oitenta.
Então, não admito pais exporem seus filhos às suas vidas desregradas, omitirem-se na educação, negar-lhes o aconchego do colo, do abraço, da mão estendida. Não admito ouvir um pai ou uma mãe dizer "agora não, quero ver a novela, o jogo, o filme"..."ai tive um dia cansativo, quero descansar".
Sou plenamente a favor da maternidade e da paternidade consciente. O tempo que dedicamos aos filhos enquanto estão crescendo jamais será tempo perdido, ao contrário, será o melhor tempo das nossas vidas. porque depois que crescerem e se tornarem independentes teremos o nosso tempo, o nosso espaço, a nossa liberdade!
E que bom será que, quando esse tempo chegar, possamos olhar para trás e ver que cumprimos o nosso papel, a nossa missão de pais, e, olhando para frente saberemos que criamos filhos ao mesmo tempo em que cultivamos amigos para sempre, porque eles saberão retribuir as noites mal dormidas, o tempo desprendido, o amor demonstrado! Com certeza saberão!

Maria Conceição de Aguiar
12/8/2013

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