sábado, 15 de dezembro de 2012

PRECOCE

Sou observadora de personalidades, atitudes, mentes humanas. E, ultimamente, observando algumas crianças, constato que estão muito precoces, em tudo, demais.
Já não são crianças, falam em namorar aos cinco anos, em rebolar, dançar a dança tal. Aos oito usam maquiagem, alisam os cabelos, vestem-se como adultas. Aos dez já se acham os donos da verdade, absolutos em tudo o que pensam e dizem. Não querem ser questionados nem recriminados, somente entendidos e respeitados!
Adolescentes usam roupas minúsculas, bebem e fumam. O sexo começa cedo. Tudo começa muito cedo.
Mas onde foi que perdemos nossas crianças? Em que ponto do caminho a infância deixou de ser importante?

Desde muito cedo convivem com apelos sexuais na TV, nas revistas, nos estilos musicas. Os pais incentivam dizendo que já são grandes, vestindo-os como se o fossem. O computador, o celular, o tablet, a internet substituem as bonecas, os carrinhos, as brincadeiras em grupo.
Desde novinhas aprendem que já não há modelos a seguir, padrões de comportamento, estilo  de família. Tudo mudou, modernizou-se. Agora, tudo pode.
Os casamentos são muito rápidos, então, na mesma casa moram os filhos dele, os dela e os dos dois. Levar o namorado ou a namorada para dormir na casa dos pais é normal. Homosexualismo é natural, usual, está na moda.

Pode parecer preconceituoso o que escrevi até aqui, mas não é! É fruto da minha observação. Vejo crianças e adolescentes perdidas, sem modelos, sem padrões, sem rumo. 
Claro que a modernidade tem seu lado positivo, os avanços são necessários, imprescindíveis para o desenvolvimento humano. Entretanto há de se ter um freio, um controle, um ajuste.
Há que nos preocuparmos com a cabeça das nossas crianças e adolescentes. Que adultos serão? Que modelos estão recebendo? Quais exemplos? 
E cabe aos pais, principalmente, esta preocupação. Observar, pensar, refletir! É preciso estar atento, cuidar, zelar.

Como observadora fico preocupada. Sem generalizar, claro, mas vejo a maioria das crianças esquecendo de ser criança e adolescentes portando-se totalmente sem noção de nada. E, neste ínterim, observo pais apáticos, passivos, que preferem fechar os olhos, fingir-se de cegos, agir como 'modernos', aceitando tudo, permitindo tudo, esquecendo de educar.
Educar! Educa-se pelo exemplo, pelo amor, pelo companheirismo, pela conversa franca, pelo abraço carinhoso, pela mão estendida e pelos limites impostos. Educar é garantir adultos saudáveis de mente e corpo, de coração aberto, de alma serena. Educar é fundamental!!!


Maria Conceição de Aguiar

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