Tenho acompanhado diariamente a súplica de um amigo e sua família, através do facebook, pela volta da sua filhinha de quatro patas que desapareceu há oito dias.
Fotos, oferta de recompensas, gritos desesperados.
No meu afã de observadora fico imaginando a angústia por que estão passando. A dor de saber se ela come, se tem onde dormir, se está ferida, faminta, com sede...
Também devem imaginar que talvez esteja bem cuidada, bem tratada, com novos pais, em um novo lar. Mas, mesmo cercada de minos e carinhos não compreende o porquê das mudanças.
E assim os dias passam, lentamente, desesperadamente devagar. Por vezes ouvem seu latido, sentem seu cheiro, chegam a vê-la correndo para a praia. Por instantes sonham encontrá-la logo ali adiante, esperando ansiosa pelo momento de vê-los.
E assim têm sido seus dias de espera, de agonia. Há momentos em que se deixam levar pela letargia da espera, do olhar perdido no horizonte, procurando um sinal, uma luz, uma ideia. Noutros, deixam-se abater pela tristeza da perda, derrotados, inconformados. Mas há aqueles momentos em que a esperança ressurge, as forças são renovadas e retornam à luta, crentes de que ela está muito perto, esperando ser encontrada.
Então voltam a usar todos os recursos disponíveis para mobilizar amigos, parentes e simpatizantes, na certeza de que logo ela voltará para casa.
E neste ciclo em que cada um faz a sua parte, unindo esforços para um propósito comum, faço o que posso, o que meu coração recomenda, o que minha intuição acalenta. E deixo-lhes minha solidariedade, amizade e cumplicidade no pensamento positivo, na invocação das forças do bem para que Frida retorne logo para sua casa e sua família.
Maria Conceição de Aguiar

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