Neste mundo tão efêmero as verdades tornam-se tênues frágeis, não menos efêmeras.
O livre arbítrio nos permite decidir acreditar ou não, mentir ou não, mudar de opinião. Então de repente o que acreditava ser verdade já não faz mais tanto sentido. E o que julgava uma grande mentira começa a fazer parte da realidade.
E já não sabemos mais até quando, até quanto, até onde.... E já não ousamos tanto, ou, ao contrário, entramos no jogo e arriscamos mais e mais.
E o que é a verdade? Onde ela está? Quando começa? Onde termina?
Se eu creio, para mim é verdadeiro. Se me convém até finjo que acredito. Mas me pego confusa, numa onda de boatos e fuxicos, de redes sociais, de vidas expostas como em aquários públicos. E falam, e fazem discursos eloquentes, e agem como donos da verdade absoluta. E são desmentidos, e outras verdades aparecem, mentiras nem tão aparentes.
E no mundo instantâneo da internet, uma imagem pode denotar ou esconder verdades e mentiras, Uma frase ganha tamanha densidade que fica quase impossível discernir.
Daí entre erros e acertos, verdades e mentiras, a confusão da mente forma uma corrente, ambíguos já não sabemos ao certo em quem acreditar, a quem confiar nossos sentimentos, nossas verdades.
E nesse faz de conta misturamos realidade com fantasia, eu sou, eu faço, eu posso...ele é melhor, você faz mais, outro pode tudo.
E vamos escolhendo, reinventando-nos para que possamos nos adaptar, E vamos aprendendo a viver em harmonia, ocultando pequenas verdades, aceitando pequenas mentiras. Porque afinal, no fim das contas, tudo é tão efêmero como qualquer grande verdade!
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