E na mágica do calendário encontramos a oportunidade de recomeçar. A cada dia, semana, mês. A cada ano!
Então de repente o ano termina e com ele deixamos nossas lamúrias, aflições, dores, angústias. E o que inicia nos traz alegria, vontade de viver, de fazer planos, projetos, promessas. Esse desapego do passado e euforia do futuro pode durar alguns dias, semanas, meses. Mas faz bem.
Afinal, como é bom reinventar-se, redesenhar-se, redescobrir-se. E tentar ser melhor a cada novo ano é saudável, dá-nos uma sensação maravilhosa de poder, de querer, de fazer.
Assim é a magia do novo, do desconhecido que nos desafia.
Ao iniciar cada ano sabemos o que faz parte da nossa rotina, preparamo-nos para o trabalho, cuidados com a casa, os dias de pilates, a família. Mas a vida é imprevisível e o acaso pede passagem. E de repente acontece algo que não estava na programação. Um novo emprego, uma viagem, nova função, mudança de casa, de cidade, de país, um novo amor, um rompimento, a perda de alguém.
Acaso? Será?!
Pensando bem, a vida é surpreendente, o tempo é sábio, mas pode ser traiçoeiro. Não, não acho que as coisas acontecem por acaso. Acredito sim que tudo tenha uma razão, um propósito, um porquê. Se assim não for, qual o sentido em viver?
Mas, de uma coisa tenho plena convicção: Colhemos o que plantamos, e, sendo assim, muitas surpresas da vida refletem o que semeamos lá atrás, de bom ou de ruim. Além disso, acredito também no Criador, nessa força maior que nos impulsiona, socorre, liberta. Ele sim, dono do tempo e da vida de cada um de nós, independente de sigla religiosa.
Entretanto, cabe a nós aproveitar cada dia, cada momento, cada recomeço, cada nova chance. E tentar ser melhor, ser feliz, fazer alguém feliz, doar, doar-se, colocar-se no lugar do outro, querer bem, fazer o bem.
Também não proponho que viremos imbecis que tudo suportam calados, apenas que sejamos mais tolerantes, menos severos com os erros alheios e com os nossos. Que acusemos e julguemos menos e tentemos ajudar mais. Claro, sempre na medida do admissível, do suportável, capachos não!
Basta não fazer ao próximo o que não queremos que nos façam e, consequentemente, deixar pra lá a ofensa gratuita, a discórdia semeada, a fofoca, o medo, o terrorismo.
Basta lembrar que não somos melhores nem piores que ninguém, apenas diferentes. Que as opiniões precisam ser respeitadas, mesmo que divergentes. Que títulos e diplomas não denotam sabedoria, que humildade não é sinônimo de ignorância.
Então, neste novo ano, desejo que tenhamos um olhar mais atento, um falar mais ameno, um ouvir mais cauteloso. Que sejamos mais amigos, mais filhos e pais, mais colegas, mais marido e mulher, mais gente de bem e do bem.
Estou tentando, cada vez mais aberta às mudanças necessárias, ao aprendizado, ao novo, ao diferente. Ainda falta muito. Por vezes tenho recaídas e me pego julgando, no direito de jogar a primeira pedra. Mas, estando consciente disso faz com que eu saiba voltar, pedir desculpas e recomeçar, sempre! Assim vou evoluindo, devagar, a passos lentos, conhecendo a mim diariamente, mudando o que não está bom, aprimorando as virtudes! Bem vindo 2016!!!
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