Mas são tantas coisas ao mesmo tempo que, em certos dias, dá vontade de nem sair da cama, ou ainda, de fugir. Não posso ficar na cama, nem posso fugir, então tenho de encarar tudo, enfrentar, resolver. Mas não dou conta. Daí decido que vou fazer uma coisa de cada vez e não sei por onde começar. Eita, que tá difícil!
O ano já não começou bem, fizemos a maior greve da história do Judiciário catarinense. 47 dias reivindicando um plano de carreira para os servidores. O que conseguimos? Descontos mensais no salário, 10% até o final de 2016. Então, com o salário defasado e sendo descontado o resultado é menos dinheiro e mais contas a pagar.
Comprei uma casa em Barra velha que, dois anos depois, começa a apresentar problemas. Rachaduras nas paredes, pintura descascada, esgotos entupindo. Precisa de manutenção, claro, mas percebo que o material utilizado na obra não foi de boa qualidade, principalmente a tinta das paredes. Então fico irritada, tenho que mantê-la, consertar o que está estragando, cuidar para não piorar.
A casa de Joinville está desocupada, fechada, a umidade tomando conta. Precisa de uma reforma ampla, mas, sem condições financeiras para tal. Então tenho que decidir se alugo, vendo, troco, abandono de vez, sei lá.
O carro bati e ainda não tive tempo nem cabeça para consertar. Também precisa de revisão completa.
Passei a exercer uma nova função no trabalho, na verdade estou tentando acumular as duas funções, mas está difícil. Entretanto tem as cobranças, as metas, a produtividade, a chibata costumeira dos servidores do PJSC. E por causa da nova função iniciei um curso em Joinville, todo sábado, até o final do ano, corrido.
Um longo tratamento odontológico, cirurgia para não usar mais óculos e muito medo de gastar tanto e tudo dar errado, não sair do jeito que planejei.
Duas viagens marcadas, compradas, pagas. Em agosto, Santuário de Aparecida, em setembro, Porto Seguro. ótimo, adoro viajar, mas são tantas coisas que tenho que providenciar e ainda nem comecei a me organizar.
E tem esta maldita crise financeira, política, ética e moral que assola o país. Mexe comigo, com meu bolso, com meus nervos, com meu humor. Já não dou conta das contas, já não compro mais nada e fico furiosa em ter que pagar a conta da roubalheira, da corrupção, dos desmandos.
E tudo isso tem me pesado, tem me tirado o sono, o ânimo, a inspiração.
Então há momentos em que sinto falta de alguém do meu lado, que me ajude a respirar, a tomar fôlego e a prosseguir, que divida comigo as responsabilidades, as rédeas. Mas, ao mesmo tempo, ficar só é minha opção, pensada, refletida e tomada.
Daí complica. Essa indecisão não me é companheira, aparece de repente para me confundir. E nesta avalanche de providências na lista de espera, fico remoendo, escrevendo, repensando e pouco fazendo, porque, sinceramente, não sei por onde começar. Sinto o peso do mundo em minhas costas!
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