domingo, 19 de abril de 2015

INIMAGINÁVEL!

Inimaginável! Palavra proferida por um nobre desembargador do E. Tribunal de Justiça de Santa Catarina ao referir-se ao pleito dos servidores, de reajuste real de 16%. Inimaginável!
Consultando o dicionário esta palavra significa algo que não pode ser imaginado, pensado, fora do comum. OI? É isso mesmo? Nossa reivindicação é algo fora do comum? Tenho certeza que não!
Inimaginável, doutores desembargadores, é passar trinta dias administrando um salário defasado há cinco anos, que perdeu totalmente o poder de compra, que reduziu nosso consumo e, consequentemente nossa qualidade de vida.
Inimaginável, caros doutores, é trabalharmos sete horas diárias, ininterruptas, sem pausa para lanche, sentados em frente a duas telas de computador, dando andamento aos milhares de processos existentes em cada Vara, de cada Comarca do Poder Judiciário catarinense.
Inimaginável, nobres senhores, é nos sentirmos ultrajados em nossos direitos, uma vez que totalmente cumpridores dos deveres profissionais. É sermos humilhados, envergonhados, tratados como nada, por estarmos reivindicando valorização profissional e financeira.
Inimaginável é nosso Presidente achar que nosso movimento paredista terá fim por conta das suas ameaças e destemperos. Trabalhamos com a lei, somos cumpridores desta e, portanto, a conhecemos.
Inimaginável é chegar ao fim da vida laboral e novamente sentirmo-nos humilhados com uma aposentadoria ridícula, que sequer consegue pagar os medicamentos necessários para tratar todos os males adquiridos enquanto, como servidores da justiça, fomos sendo injustiçados, dia após dias. As sequelas são muitas!
Inimaginável é o tamanho da nossa força. Vocês ainda não se deram conta. Estamos fortes, unidos, juntos, porque sabemos que nosso pleito é justo, oportuno. Portanto, não nos subestimem!
Nós não vamos retroceder. Ao contrário, se na sexta-feira, dia 17 éramos 80% em greve, embora os senhores insistam em diminuir esse número consideravelmente, na segunda, dia 20, seremos 90%. E poderemos chegar a 100%. 
Porque estamos cansados, de sermos pacíficos, de tentarmos as negociações através das conversas, dos acordos, das promessas, achando que estávamos numa via de mão dupla. Mas não, por anos fomos enganados, até que finalmente percebemos que estamos numa via de mão única. A Presidência decide e nós, a plebe, obedece. Mas o sentido da via mudou, o trânsito foi alterado, o semáforo posicionado no vermelho. 
Agora estamos na luta para o que der e vier, para o tudo ou nada. Agora fazemos questão de ver aprovado o nosso Plano de cargos e Salários e de termos um reajuste real nos nossos salários. Agora vamos juntos até o fim no maior movimento paredista da história desse Tribunal.
Inimaginável, será nos fazer calar ou desistir!

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