Nós, servidores do Poder Judiciário de Santa catarina, estamos em greve desde o dia nove de abril. Nossas reivindicações estão baseadas no mínimo necessário para a nossa valorização profissional.
Queremos que seja concluído, votado e implantando um Plano de Cargos e Salários que contemple todos os servidores. Apenas assim teremos a garantia de crescimento e desenvolvimento na carreira que escolhemos. Desse NPCS não abrimos mão!
Queremos reajuste salarial de 16% e a reposição inflacionária. É muito? Claro que não!
Somos trabalhadores altamente comprometidos, qualificados, produtivos.
Merecemos ser valorizados. Merecemos que o Egrégio tribunal de Justiça de Santa catarina nos trate com respeito e consideração.
Entretanto, ficamos durante anos tentando, por meios amigáveis, o reconhecimento pelo trabalho que realizamos. Conversas, reuniões, promessas...tudo em vão!
Até que, cansados da enrolação, decidimos pela greve. Não queríamos, não gostamos. Greve cansa, desgasta-nos. Somos trabalhadores e preferíamos estar nos nossos postos de trabalho executando as nossas funções. Mas, neste momento não havia outra alternativa. Apenas a greve!
E como nosso Excelentíssimo Presidente reagiu ao nosso movimento? Com ameaças e mais ameaças!
Desde o primeiro dia! Tentou nos amedrontar com a inscrição dos dias parados em nossa ficha funcional, diariamente. Tentou nos amedrontar ordenando que nos afastássemos duzentos metros do Fórum. Tentou nos intimidar ordenando que mantivéssemos 70% do efetivo trabalhando.
Mas não nos intimidamos, não nos deixamos amedrontar. Seguimos adiante.
Então agora, após perceber que estamos cada vez mais fortes, que a adesão ao movimento já chega aos 90% no estado, decide nos fazer uma contraproposta ultrajante.
Sabemos que a presidência do Tribunal está tentando nos desmobilizar, desarticular nosso movimento paredista. Mas, ao contrário, têm sido eles os maiores incentivadores, os que mais estão colaborando para o crescente índice de adesão.
Difícil entender como estamos sendo tratados. Que justiça é esta? Que não valoriza seus servidores, que não prioriza àqueles que se dedicam ao incansável trabalho de fazer a justiça acontecer? Sim, porque somos nós que cumprimos, calculamos, juntamos, distribuímos, expedimos, intimamos, enfim, somos o Judiciário catarinense.
Estamos insatisfeitos, decepcionados e cansados. Mas estamos, acima de tudo, convictos das nossas razões, da nossa motivação, da legitimidade do nosso movimento. Por isso, vamos continuar em greve. Vamos seguir corajosos, crentes que no fim tudo dará certo.
Vamos continuar motivados na certeza de que estamos lutando dignamente por nossos direitos!
Nenhum comentário:
Postar um comentário