De quando em quando a gente se pega repetindo aqueles velhos chavões, tentando, com eles, traduzir nosso momento atual.
Hoje estou assim e andei conversando e percebi que não estou só neste momento de 'meio sem rumo' ou 'sem norte algum'.
Dando murros em ponta de facas, remando contra a maré, nadando, nadando e morrendo na praia, vivendo com o freio de mão puxado!
E de repente dá uma vontade de sair por ai, sem lenço nem documento, ao sabor do vento, apenas com uma mochila com o que de mais básico se possa carregar. E que tal sair de bicicleta, pedalando, pedalando até cansar!
E parar em um lugar qualquer...e sorrir da coragem aventureira...e chorar o choro estrangulado...e depois continuar a caminhada, a pedalada, a procura, o encontro ou o desencontro.
Dar um tempo da vida, do trabalho, dos sabores e dissabores. Dar um tempo para os problemas, para a serenidade, para o pensamento lógico.
Apenas sair sem rumo, buscando um novo rumo, afastando-se por algumas horas, dias, semanas.
Até recompor-se e retornar com as forças renovadas, refeitas.
O dia a dia cansa, exaure nossa energia.
Quisera ter coragem de qualquer dia colocar o básico em uma mochila e sair por ai, sem data, sem roteiro, sem drama nem culpa, sem pensar muito, apenas apreciando a paisagem.
Vendo outros nasceres do sol, outros mares, outras gentes. Sentir novos gostos, novos cheiros, novos toques.
Tem aumentado em mim essa busca, esta necessidade de levantar voo, dar um tempo! Quem sabe eu faça!!!
Maria Conceição de Aguiar
É verdade! De vez em quando dá vontade de falar: "Pára o mundo que eu quero descer". Já desejei ir para algum lugar onde ninguém me conhecesse, ninguém chamasse meu nome, ninguém me pedisse prá fazer alguma coisa. Depois, a vontade passou. Bjos.
ResponderExcluirVerdade, estas coisas vem e vão. E são mais comuns do que pensamos. Acontecem com todo mundo de vez em quando. beijos!
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