Alguns chamam de sexto sentido, outros dizem ser a força do pensamento e há ainda os que acham que é a sensibilidade.
Na verdade também não sei exatamente o que é esta tal de intuição. Mas sei que através dela podemos gostar de alguém logo de cara, de graça, ou, ao contrário, antipatizar totalmente com determinada pessoa. Também pela intuição sentimo-nos confortáveis ou não, confiantes ou não, em harmonia ou em completa desordem em determinadas situações.
E normalmente a intuição tenta nos avisar, prevenir, deixar-nos antenados para prestar mais ou menos atenção aos acontecimentos, discernindo, opinando ou calando.
Então acho que intuição é esta característica muito particular de enxergar o mundo e as pessoas, de sentir, pressentir, de arrepiar-se ou alegrar-se, atentar-se ou deixar passar.
Minha intuição induz-me a escrever, refletir, achegar-me, recuar. Algumas vezes faz-me bem, noutras, deixa-me com a sensação de algo inacabado, um desassossego inexplicável, uma ânsia angustiante ou uma letargia alucinante.
Minha intuição eleva minha fé e esperança na justiça, na lealdade, na fraternidade, na união. Mas também me leva a duvidar dos que tentam agradar a todos, o tempo todo, dos que não conseguem unir fala e ação, dos que agem sentindo-se sempre em meio a uma conspiração e, portanto, não podem confiar em ninguém. Em pessoas assim, de fato, não confio!
Pois é, que coisa mais intrigante pode ser a intuição. Um sexto sentido, sensibilidade aflorada, força do pensamento positivo ou negativo.
Sei apenas que todos a temos, mais ou menos aguçada e que muitas vezes fingimos não ouvi-la ou senti-la, pagamos para ver. E querem saber, há momentos em que vale a pena ignorar esses avisos, essas sensações. Mas nem sempre, afinal, é bom estar atento aos sinais dos cinco sentidos e deste sexto, mais forte e aguçado, tentando nos livrar das decepções nossas de cada dia!
E assim seguimos, por vezes mais racionais, guiados pelo pensamento concreto, pela certeza do certo e do errado e noutras, deixando-nos levar pela emoção, pelo que denominamos intuição!
Maria Conceição de Aguiar
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