E os dias passam, as semanas, os meses, os anos...e quando nos damos conta já é natal, carnaval, páscoa, aniversário...e quando percebemos já somos mães, avós, aposentadas.
E vivemos meio que sem perceber a passagem do tempo, na correria de viver cada dia, deixamos de viver a cada dia. Porque, na maioria das vezes, começamos a segunda já pensando no final de semana e quando ele chega, planejamos a próxima semana. Afinal, são muitos afazeres, muitos compromissos, muita coisa pra pouco nós!
E de repente somos pegos de surpresa quando reencontramos alguém que há tempos não víamos, quando reviramos velhas fotografias, quando voltamos a lugares que fizeram parte do nosso passado. Então, nesses momentos, há como que um choque de realidade da intensidade desse tempo decorrido.
Mas é só por um instante, algumas horas, poucos dias, pois a vida não para e a realidade do hoje nos espera de volta.
E assim há dias em que acordamos de bem com a vida, prontos para ela, cheios de amor e harmonia, esbanjando sorrisos e gentilezas, semeando a paz.
Noutros, somos despertados pelo desespero, pelas angústias do ontem, pela imprecisão do amanhã e deixamos de vivê-lo com deveria. Este, passa-nos desapercebido.
E quando estou aqui diante do meu computador, escrevendo no blog, tais pensamentos afloram. Pensamentos sempre inspirados em conversas, observações, acontecimentos. O mundo cotidiano é altamente inspirador. As pessoas são fontes de inspiração!
E a reflexão do que vivo, vejo, percebo, observo, ouço e analiso são os alicerces dos meus textos.
E tem dias que parecem mágicos, que tudo flui, que a vida apresenta-se maravilhosa, perfumada, como que embrulhada em papel de presente.
E tem dias sombrios em que nada dá certo, em que o melhor seria nem sair da cama e bate a vontade de isolar-se, de ficar só. Dias nublados em nosso interior.
Somos seres humanos, pensantes, dotados de sentimentos, vontades e até pequenos devaneios. Natural que haja dias e dias!
E afinal qual será a receita? Haverá uma fórmula mágica? Vamos vivendo um dia de cada vez, executando uma tarefa de cada vez, sentindo o passar do tempo, admirando-o como um dia de primavera? Ou vamos fazendo tudo ao mesmo tempo, exercendo nossos múltiplos papeis, vivendo como dá, um dia após o outro como numa noite fria de inverno?
Há dias em que o meio nos afeta e noutros em que enfeitamos o meio. Há dias em que o outro nos desorganiza e noutros em que harmonizamos. Há dias que somos tempestade, noutros calmaria. Há dias que somos alegria, noutros melancolia.
Pois é, há dias e dias e assim passam-se as semanas, os meses, os anos e a vida! E como é tênue essa passagem!
Maria Conceição de Aguiar
Nenhum comentário:
Postar um comentário