O mês de janeiro sempre teve um significado especial, tanto para mim quanto para a maioria das pessoas. É simbólico, ano novo, vida nova.
Em janeiro traçamos metas, fazemos planos, elaboramos cronogramas, orçamentos, projetos. Em janeiro renascemos, cheios de expectativas, esperança, fé e otimismo.
Em um janeiro pedi o divórcio! Em outro parei de fumar!
E assim, de janeiro em janeiro vou revivendo, reinventando, reescrevendo minha história.
Mas, nos últimos anos, o mês de janeiro tem significado espera, letargia, lentidão.
Em janeiro de 2012 estava parando de fumar, tomando medicação forte. Os dias passavam lentamente, vivia numa pasmaceira, com picos de ansiedade e depressão, esperando o tempo passar, a vida andar, as coisas se ajeitarem. Passou!
Agora, janeiro de 2013, estou novamente em tempos de espera. Mudança pronta, aguardando a nova casa ser liberada, esperando para assumir no novo local de trabalho, tomar novamente posse da minha vida.
E, de novo sinto essa mistura de ansiedade e angústia, serenidade e desconforto.
Num dia estou confiante, animada, empacotando tudo, fazendo planos. No outro, fico meio estranha, com receio, um pouco de medo.
E assim permaneço, atravessando janeiro nesta espera angustiante. Por vezes ponho nas mãos de Deus e digo "Seja feita a Tua vontade!"; outras deixo por conta do destino e penso "O que tiver que ser será!"; e, na maioria das vezes estabeleço uma relação de conformismo bradando "Tudo a seu tempo!".
E nesta mistura de sentimentos, nesta espera alucinante, nesta vida suspensa por janeiros indefinidos pelas mudanças...vou seguindo, vou levando, esperando!
E espero confiante! E espero ansiosa! Mas espero. E novamente, somente quando fevereiro chegar, minha vida terá continuidade. Como se janeiro fosse o tempo de recolhimento e apenas depois do meu aniversário saio da casca e volto à vida.
A boa notícia é que quando reapareço, após 5 de fevereiro, volto renovada, com forças restabelecidas, cheia de vida, de planos, de projetos, sonhos e esperanças. O bom é que janeiro me ajuda a recompor as energias e fevereiro me devolve ao mundo.
Esta sou eu! Assim sou eu! E assim são tantas pessoas. Precisam de um tempo de recolhimento, reclusão voluntária, enclausuramento e depois, v ida plena!
Ah maravilhosa a invenção do calendário. Sempre haverá janeiros e fevereiros! E ainda sobram dez meses de vida, de lucro, de presente! maravilha!
Maria Conceição de Aguiar
19/1/2013
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