segunda-feira, 26 de novembro de 2012

SABERES

Sei escrever, ler, ministrar aulas, mas não sou capaz de costurar uma roupa ou de cortar um tecido. Conheço ótimos advogados que não sabem por onde se começa uma pintura e excelentes engenheiros que nem chegam perto do fogão. Médicos que nem imaginam como cortar a grama e doutores que não conseguem trocar uma lâmpada. 
Assim conheço também jardineiros perfeccionistas, cozinheiros artistas, faxineiros com mãos de fadas, pedreiros, carpinteiros, pintores, encanadores, eletricistas e tantos outros que tudo consertam, renovam, constroem, como num passe de mágica.
Vivemos em um mundo altamente evolutivo, sociedade competitiva, em que tudo se transforma com uma velocidade incrível, quase inalcansável para a maioria. Então somos treinados para que nos tornemos pessoas polivalentes. E no estilo bombril vamos aprendendo a ter mil e uma utilidades.
Assim, até percebermos o quanto é importante respeitar e admirar os saberes alheios, as competências, atribuições e qualificações inerentes a cada um.
 Entendemos que podemos ser ótimos naquilo que nos propomos, bons em algumas determinadas  coisas e péssimos em outras. E compreendendo isto, passamos a valorizar as diferenças e as diferentes escolhas, os diferentes conhecimentos.
Porque os saberes são diferentes, as competências são distintas, mas todos são importantes, ocupam um papel fundamental na organização social.
Seríamos incapazes de viver e sobreviver sem médicos, advogados, engenheiros, dentistas, pedreiros, pintores, coletores de lixo, carteiros, jardineiros, costureiras, faxineiras... Ufa, são tantas as profissões, são tantos os profissionais, as qualificações. E, embora algumas vezes necessitamos ter mil e uma utilidades, na maioria das vezes é cada um no seu quadrado.
Ou seja, todos os saberes tornam-se fundamentais e altamente relevantes na construção da sociedade, no progresso das cidades, na evolução da humanidade. Então, pensando assim, vemos que não existe profissão melhor ou pior, mais ou menos importante. O que existem são profissionais que se especializam e fazem a sua parte, interagindo, interligando-se e assim formando uma cadeia em que um complementa o trabalho do outro, ou o trabalho de um precisa estar sintonizado com o do outro.
Respeitar os diferentes saberes, as competências alheias é entender que cada profissão, por mais singela que possa parecer é imprescindível para a harmonia social e que até aquelas profissões que aparentam maior importância não existiram ou de nada serviriam sem as que parecem mais simples. É a roda da vida. Uns precisam dos outros. e temos que aprender a viver em harmonia, respeitando-se os conhecimentos alheios, sem achar que este é melhor que aquele porque estudou mais, porque ganha mais, porque sabe mais de cultura, esporte, religião, política...
Entender que todos os profissionais são importantes e que as profissões dependem umas das outras é entender que somos todos parte de um grande projeto!

Maria Conceição de Aguiar
26/11/2012

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