Dezenas de jovens, atletas, sonhadores, idealizadores! Um número incontável de órfãos. Pais, irmãos, esposas, namoradas, filhos, torcedores, todos órfãos!
E a pergunta de todos, porque?
Por que eles? Porque uma viagem que deveria ser festiva transforma-se numa tragédia de tamanha proporção?
Teriam sido escolhidos para outra festa, outro jogo, outra partida, outro rumo? Teriam cumprido sua missão, todos juntos, talhados no mesmo destino?
Queríamos entender, encontrar respostas, buscar sentido. E deve haver!
Mas, neste momento, somos todos tristeza e luto, somos todos solidários às famílias e amigos, aos chapecoenses, catarinenses, brasileiros, somos todos desolação!
Difícil entender, aceitar, acreditar. Complicado demais perceber o quanto a vida é tênue, o quão perto ronda-nos a morte!
Mas, em meio a toda esta tragédia, somos levados a refletir sobre o tempo, a vida, a morte, o modo de viver, o amor e a sua importância.
Faz-nos pensar em abraçar mais, dizer obrigado, por favor, com licença. Reunir amigos e parentes, reconciliar-se consigo, com os outros, com Deus, com o mundo e com a vida!
Então, neste momento de consternação, choremos os mortos, sejamos solidários com suas famílias, desejando paz aos que se foram e conforto aos que ficaram.
E depois, mas não muito depois, levemos como lição o não deixar para depois. Porque amanhã pode ser muito tarde, pode ser que nem venha, ou que não nos encontre. Que a lição sirva para mostrar que a amizade vale a pena, que a vida é para ser vivida e o amor cultivado.
Que tiremos um tempo para olhar o céu, o mar, o sol, a chuva. Que saibamos ouvir, falar, calar e enxergar. Que sejamos mais autênticos, mais justos e solidários. Que saibamos agradecer a cada momento, por cada acontecimento, bom ou ruim, pois tudo tem um porquê!
Que descansem em paz as vítimas da tragédia com o time da chapecoense. Que estejam com Deus e que Ele esteja com os seus!
(foto: Associação Chapecoense de Futebol)

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