quinta-feira, 27 de outubro de 2016

SENSATEZ


Sensata procuro ser, sem no entanto esmorecer, na calmaria da sensatez!
Dicotomia que me guia, impulsiona meu ser pensante, então, de sensata a delirante!
Mas a lucidez constante, por ora dá vez ao lúdico, meu eu tão consistente, transforma-se num ser errante!
De ideias e sentimentos controversos. De verso e prosa andante, de olhar penetrante ou de ver ao léu, o céu, sem semblante!
E na minha dualidade, vou vivendo a atualidade, lembrando que é possível igualdade, meu pensar teima em crer veracidade!
Já não busco a rima perfeita, nem a prosa de direita, ou que de esquerda espreita!
Já não sigo a mesma linha, de ontem, de amanhã ou de agorinha, posso voar como andorinha, no céu que se avizinha!
E se assim estou, também assim não sou, que de tudo um pouco buscou e apenas o pensar restou!
Então me vejo insensata, nessa fúria ingrata, da peleja inata, que por ora faz-se ata!
Mas meu ser leve, caminha suave, clama e pede por um mundo sem neve!
Que tudo seja quente, do nascer ao poente, que a paz seja presente, num tempo resplandecente!
Só assim veria o mundo, humano e soberano, e o ser bem mais profundo, crescendo a cada ano!
Sensatez que me atrai, e trai, pois na minha utopia, sou verso que distrai!
Quisera poder entender, como posso ainda crer, na gente poder se ater, no elevado poder do ser!
Mas creio e disso não me abstenho, e procuro e encontro, outros com o mesmo devaneio!
Eis que daí sensata minha alma jaz, na imensidão da paz, na igualdade dos desiguais, na diferença dos iguais!
E em meus versos conexos, meu pensamento se desconecta e me deixo levar pelo nexo, pela beleza da porta aberta!

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