quarta-feira, 22 de maio de 2013

NÃO NASCEMOS PRONTOS!



Síntese de uma palestra de Mario Sergio Cortella:
Não nascemos prontos, a vida, as atitudes, os ambientes, os hábitos e o meio em que vivemos vão nos moldando. E, aos poucos vamos nos tornando o que somos, o que seremos...
Na vida moderna, pais e filhos se dispersam em meio a tantas atividades que às vezes esquecem de desempenhar a mais importante delas: Ser família. E o resultado é uma geração impaciente, que acha que tudo deve ser instantâneo como o ‘miojo’. Então é a comida miojo, o amor miojo, o sexo miojo, o namoro miojo, a profissão miojo, e assim sucessivamente.
A evolução da tecnologia contribuiu para isso. O controle remoto, as câmeras digitais, o telefone celular, o computador, a internet. Tudo pode ser feito e desfeito com uma rapidez incrível.
E assim também as famílias se formam e desformam na mesma proporção. Esquecemos a arte de conviver, de apreciar o processo de evolução, pois estamos sempre querendo a última geração de tudo.
Vemos jovens preocupados apenas com o presente, exageradamente, como se o mundo fosse acabar hoje. Daí não querem perder nada, nenhuma balada, nenhuma azaração! E bebem, drogam-se, agem como se tudo estivesse consumado.
Raros são os pais que sentam com os filhos para fazer as tarefas da escola, que reúnem os amigos deles em casa para conhecê-los, que estabelecem regras de disciplina. Há uma inversão de valores e com isso uma ingratidão estabelecida. Adolescentes vivendo como adultos em férias. Com todas as mordomias, viajando, passeando, saindo com a turma, mas sem compromissos, sem cobranças. E tornam-se cada vez mais consumistas, mais interesseiros e os pais, por culpa ou medo de parecerem  severos, fazem-lhes todas as vontades, satisfazem seus desejos.
Mas dá para mudar, dá para olhar para o seu menino ou sua menina sem arrogância e perguntar como foi o seu dia? O que você pode me ensinar hoje? Vamos lavar a louça do jantar? Que tal um passeio de bicicleta? Vamos conversar!!!
Sem arrogância, sem autoritarismo, sem depreciação, mas como pais, como família, convivendo.
Conviver é palavra de ordem. O mundo lá fora está perigoso e meu filho não precisa ser trancado em casa. Posso protegê-lo orientando-o, sendo exemplo, sabendo quem são seus amigos, sua banda preferida, seu estilo de música, de roupa, de diversão.
Posso protegê-lo expressando meu amor, valorizando-o nas pequenas conquistas, educando-o!

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