Cheguei ao fim do meu tratamento com CHAMPIX. Foram três meses. Desde o dia 26 de dezembro usei esta droga e suportei todos os seus efeitos colaterais, que não foram poucos. Tudo por um ideal, parar de fumar. Nos dias que antecederam o final do tratamento fiquei com muito medo, irritada demais, estressada , preocupada...temia não suportar, voltar a fumar imediatamente após ingerir o último comprimido.
Bem, uma semana já passou e tenho me mantido firme, sem recaídas. Aos poucos os efeitos vão deixando meu organismo, começo a me sentir melhor, mais leve, mais eu! O cheiro do cigarro tem me irritado bastante e por isso me afasto de todas as pessoas que fumam, inclusive do meu ex-namorado, ainda não consigo conviver com fumantes.
Quanto ao programa para deixar de fumar da Pfizer, laboratório fabricante do medicamento, fiquei um tanto decepcionada. No início eles ligavam, interagiam com o paciente, falavam sobre os efeitos, aconselhavam, davam dicas, colocavam-se a disposição 24 horas por dia. mas no final do tratamento ninguém mais telefonou, não houve este intercâmbio para saber se consegui atingir meus objetivos, não houve dicas ou aconselhamentos para evitar recaídas nem avaliação da extensão de danos do tartarato de vareniclina no meu organismo. Enfim, senti-me um tanto abandonada pelo 'programa'.
Como costumo dizer ainda não me considero ex-fumante, vou vivendo um dia de cada vez como qualquer dependente em recuperação. Sinto-me vitoriosa a cada novo dia sem cigarros. Sinto-me mais limpa e mais tranquila. Meu corpo, minha mente, meu olfato, paladar e humor começam a melhorar. Tudo tende a mudar para melhor, sem drogas sintéticas, sem esta droga que me fazia tanto mal.
De fato, vivo um período de mudanças, estou ficando melhor a cada dia, mais saudável, mais equilibrada, mais confiante. Estou cumprindo minhas metas para 2012 e isto me deixa extremamente feliz e orgulhosa.
Vou dar mais um tempo para que eu de fato consiga dizer ' não fumo mais' 'não voltarei a fumar' e, quando isto acontecer escreverei um livro contando esta história. Afinal, foram trinta anos de tabagismo e três meses de um tratamento desumano que merecem ser melhor compartilhados.
Maria Conceição de Aguiar
1º/4/2012
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